segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

"As Estrelas que se Apagaram em 2014"

2014 foi um ano de grandes perdas, principalmente, e mais uma vez, no cenário artístico nacional. Com algumas estrelas centenárias e outras ainda desfrutando do sucesso, o ano que se encerrou foi o ano da despedida de grandes nomes, confira: 


Alicia Rhett 
Atriz (E o Vento Levou)
1 de fevereiro de 1915 / 3 de janeiro de 2014



Saul Zaentz 
Produtor (Amadeus)
28 de fevereiro de 1921 / 3 de janeiro de 2014


Maximilian Schell
Ator (O Julgamento de Nuremberg)
8 de dezembro de 1930 / 1 de fevereiro de 2014



Eduardo Coutinho 
 Diretor (Cabra Marcado Para Morrer)
11 de maio de 1933 / 2 de fevereiro de 2014



Philip Seymour Hoffman
Ator (Capote)
23 de julho de 1967 / 2 de fevereiro de 2014



Shirley Temple
Atriz (A Pequena Órfã)
23 de abril de 192810 de fevereiro de 2014



Alain Resnais
Diretor (Hiroshima Meu Amor)
3 de junho de 1922 / 1 de março de 2014



Paulo Goulart
Ator (Gabriela Cravo e Canela)
9 de janeiro de 1933 / 13 de março de 2014



José Wilker
Ator (Dona Flor e Seus Dois Maridos)
20 de agosto de 1944 / 5 de abril de 2014



Mickey Rooney
Ator (Sangue de Artista)
23 de setembro de 1920 / 6 de abril de 2014



Mary Anderson
 Atriz (A Canção de Bernadete)
3 de abril de 1918 / 6 de abril de 2014



Bob Hoskins
Ator (Uma Cilada Para Roger Rabbit)
26 de outubro de 194229 de abril de 2014



Eli Wallach 
Ator (Sete Homens e um Destino)
7 de dezembro de 1915 /  24 de junho de 2014



James Garner
Ator (Infâmia)
7 de abril de 1928 / 19 de julho de 2014


Robin Williams
Ator (Sociedade dos Poetas Mortos)
21 de julho de 195111 de agosto de 2014



Lauren Bacall
Atriz (A Beira do Abismo)
16 de setembro de 1924 / 12 de agosto de 2014



Richard Attenborough
Ator (Jurassic Park)
29 de agosto de 1923 - 24 de agosto de 2014



Hugo Carvana
Ator (Macunaíma)
(4 de junho de 1937   4 de outubro de 2014)



Mike Nichols
Diretor (Quem Tem Medo de Virginia Woolf)
6 de novembro de 1931 - 20 de novembro de 2014



Roberto Bolaños
Ator/Diretor (Chaves)
21 de fevereiro de 1929 – 28 de novembro de 2014



Luise Rainer
Atriz (Ziegfeld o Criador de Estrelas) 
12 de janeiro de 1910 - 30 de dezembro de 2014


R.I.P

domingo, 14 de dezembro de 2014

"Alma no Lodo" (1930)

(Little Caesar) De: Mervyn LeRoy, Com: Edward G. Robinson, Douglas Fairbanks Jr, Glenda Farrell, William Collier Jr, Stanley Fields. EUA – Policial – P&B - Warner Bros – 1930.

Segundo o professor de cinema Robert Sklar, havia no cinema mudo uma tradição de se fazer filmes sobre a cidade grande e os crimes das cidades grandes. O lendário diretor D.W.Griffith, por exemplo, levou às telas em 1912 o curta The Musketeers of Pig Alley, que podemos dizer, foi o primeiro filme de gangster da história do cinema. Em seguida, vieram os longas, Regeneration (1915) de Raoul Walsh, The Penalty (1920) de Wallace Worsley, Sacrifício Inútil (1927) de Frank Urson e Paixão e Sangue (1927) de Josef Von Sternberg. Depois disso, com o advento do som, os filmes em Hollywood foram se tornando produções cada vez maiores, o gênero policial não fugiu à regra, como podemos comprovar através da trilogia realizada no inicio dos anos 30 e que se tornou a precursora de todos os filmes de gângsteres existentes; Alma no Lodo (1930) de Mervyn LeRoy, Inimigo Público nº 1 (1931) de William A. Wellman e Scarface, a Vergonha de Uma Nação (1932) de Howard Hawks.

Eu quero estar aqui!

Esses três filmes, que revolucionaram o gênero, tinham em comum a critica ferrenha ao proibicionismo dos anos 20. Como se sabe, poucos anos após o termino da Primeira Grande Guerra Mundial, mais precisamente em 1920, uma emenda constitucional, o Ato Volstead ou Ato de Proibição Nacional, entrava em vigor nos Estados Unidos alegando que qualquer bebida com mais de 0,5% de teor alcoólico teria sua fabricação, venda, distribuição e consumo terminantemente proibidas. Apesar do rigor, a lei não conseguia conter o desejo dos americanos, que recorriam à clandestinidade em busca do álcool. Com isso, um novo tipo de crime passou a atender as necessidades da população através do “trabalho” de contrabandistas e de poderosos gângsteres, como o do notável ítalo-americano Al Capone. Capone, considerado o maior gângster dos Estados Unidos, por muitos anos foi o líder de uma organização criminosa dedicada ao contrabando e outras atividades ilegais durante a Lei Seca. Frio, violento e completamente sem escrúpulos, Capone controlava informantes, cassinos, destilarias e cervejarias, chegando a faturar mais de cem milhões de dólares por ano. Entre as autoridades da época, era conhecido como scarface, devido a uma cicatriz em seu rosto, portanto, qualquer semelhança com o título do filme de Hawks não é mera coincidência.

Caesar Enrico Bandello entre os chefões Pete Montana e Sam Vettori

Também não é mera coincidência com a vida de Al Capone a obra “Little Caesar” escrita em 1929 por W.R. Burnett, renomado novelista que mais tarde seria responsável pelos romances policiais “O Último Refúgio” (1941) [LEIA AQUI] e “O Segredo das Jóias” (1949). Burnett, que também se destacara como um excelente roteirista em Hollywood, assinando sucessos como o aclamado “Fugindo do Inferno” (1963), cresceu em Chicago e conheceu de perto as afliges causadas pelos gângsteres. Apesar de já ter escrito mais de cem contos e cinco romances, foi com Little Caesar que Burnett alcançou a notoriedade. Diante do sucesso, a Warner Bros, que era especialista em produzir dramas contemporâneos e sociais, adquiriu os direitos sobre o livro e imediatamente providenciou sua adaptação pra as telas. Francis Edward Faragoh, Robert N. Lee, Robert Lord e um não-creditado Darryl F. Zanuck foram os responsáveis por esse trabalho, que sem delongas, estava pronto para ser filmado. Produzido pelo competente Hall B. Wallis, cuja filmografia é repleta de obras-primas, (As Aventuras de Robin Hood, Vitória Amarga, O Falcão Maltês, A Canção da Vitória, Casablanca, etc), Alma no Lodo foi dirigido por Mervyn LeRoy, um exímio diretor que permaneceu sob contrato com a Warner até 1939, ano que se transferiu para a MGM. Com relação ao elenco, existem boatos que, a principio, Clark Gable interpretaria Rico, todavia, Jack Warner não aprovou a escolha e sugeriu Robinson, que havia acabado de filmar na própria Warner o filme policial The Widow From Chicago (1930). O já conhecido Fairbanks Jr ficou com o papel de Joe e a novata Glenda Farrell com o papel da dançarina Olga.

Rico demonstra sua força

A história de Alma no Lodo retrata a origem, o ápice e o declínio de Caesar Enrico Bandello (Robinson), um assassino frio e calculista que ao lado do amigo Joe Massara (Fairbanks Jr.) deixa os pequenos crimes do interior em busca da riqueza e do poder na cidade grande. Ambicioso e completamente prepotente, assim que chega à cidade, Enrico se une ao bando de Sam Vettori (Fields), um representante da máfia local que aparentemente vive como gerente da boate Palermo. Logo, “Rico”, como passa a ser chamado, assume o controle da gangue e rapidamente se torna um dos maiores mafiosos da cidade, enfrentando gangues rivais e a perseguição das autoridades. Em nenhum momento o filme menciona a cidade de Chicago e o proibicionismo de forma explicita, entretanto, é evidente que a trama, assim como na obra original, refere-se à vida de Al Capone.

E logo se torna o líder da organização criminosa

Ao ser lançado, apesar do sucesso entre o público, o filme dividiu opiniões e não foi muito bem recebido pela crítica. Muitos ficaram ultrajados porque um gângster estava sendo idealizado, e o público era encorajado a se identificar com ele. Como sabemos, em 1930 o código Hays ainda não havia sido criado, todavia, em 1954 quando o filme voltou as telas, para evitar problemas com a censura, a Warner providenciou o seguinte prólogo a fim de exterminar qualquer apologia aos mafiosos: "Talvez os mais fortes de todos os filmes de gângsteres “Inimigo Público nº 1 e “Alma no Lodo” tiveram um profundo efeito sobre a opinião pública. Eles mostraram violentamente os males relacionados ao Proibicionismo e sugeriram a necessidade de uma faxina nacional. Tom Powers de Inimigo Público nº 1 e Rico de Alma no Lodo não são homens, tampouco são meramente personagens: são um problema que cedo ou tarde, nós o público, teremos de resolver". Em contrapartida, é interessante ressaltar, que existem aqueles que vêem a obra de Burnett como uma alegoria aos negócios, em outras palavras, Alma no Lodo seria uma versão muito grotesca do empreendedor americano que, durante os anos 1920, achava que ia enriquecer cada vez mais a medida que a bolsa subia. É de fato uma visão bastante curiosa, no entanto, aceitável. Hoje, Alma no Lodo, Inimigo Público nº 1 e Scarface, A Vergonha de Uma Nação, são mais que grandes clássicos do cinema, juntos, esses filmes são os precursores de tudo que já foi filmado sobre gângsteres e sobre o proibicionismo americano. Se ao longo dos anos, o público pode conhecer filmes policiais como Bonnie e Clyde (1967), O Poderoso Chefão (1972), Era Uma Vez Na America (1984) e Os Intocáveis (1987) foi graças a inovação e ao trabalho de homens como Griffith, LeRoy, Wellman e Hawks, que nos primórdios do cinema criaram esse gênero que há mais de noventa anos continua em voga.

✩✩✩

Rico enfrentando as gangues rivais
O Banquete
Rico perseguindo Joe e Olga
Rico é perseguido
Eliminando os inimigos
Rico se torna alvo
Na Sarjeta
 Douglas Fairbanks Jr. em foto publicitária

Edward G. Robinson como Little Caesar

Cartaz original do filme

terça-feira, 22 de julho de 2014

"A Malvada" (1950)

(All About Eve) De: Joseph L. Mankiewicz, Com: Bette Davis, Anne Baxter, George Sanders, Celeste Holm, Gary Merrill, Hugh Marlowe, Thelma Ritter, Gregory Ratoff, Marilyn Monroe, EUA – Drama – P&B – Fox – 1950.

Em 1949, ao vencer seu primeiro prêmio Oscar de melhor diretor e melhor roteirista pelo filme Quem é o Infiel, o diretor Joseph L. Mankiewicz (1909-1993) encontrava-se sob contrato com a 20th Century Fox desde 1946, ano que estreou na direção com os suspenses Backfire, O Solar de Dragonwick e Uma Aventura na Noite. Antes disso, o diretor, que começou a carreira como produtor e roteirista em 1929, já havia trabalhado em mais de 55 produções na Paramount. Com uma carreira marcada por grandes sucessos, como O Fantasma Apaixonado (1947), [LEIA AQUI], Júlio César (1953), A Condessa Descalça (1954) e o já citado e premiado Quem é o Infiel (1949), Mankiewicz, que também amargou alguns fracassos como o malfadado, cansativo e literalmente faraônico Cleópatra (1963) e o desinteressante De Repente no Último Verão (1959), pode-se dizer, tornou-se um dos maiores cineastas estadunidenses de todos os tempos. Seu ápice sem dúvidas foi no final da década de 40 e inicio dos anos 50, quando consecutivamente levou para casa, em dose dupla, o maior premio da indústria cinematográfica, isto é, o Oscar de melhor diretor e melhor roteirista. No final de 1949, enquanto ainda desfrutava do sucesso de Quem é o Infiel, Mankiewicz diante do triunfo, recebeu do todo poderoso Darryl F. Zanuck (1902-1979), a missão de dirigir dois novos longas metragens no ano vindouro. Um deles já estava em pré-produção; O Ódio é Cego (1950), o segundo, que ainda era apenas uma ideia a ser aprimorada, tornou-se realidade após o diretor pegar em mãos uma velha edição de maio de 1946 da revista Cosmopolitan.

Eve Harrigton recebendo o prêmio Sarah Siddons 

Em meio ao seu conteúdo, a referida Cosmopolitan trazia aos seus leitores The Wisdom of Eve, um conto de nove páginas assinado por Mary Orr (1910-2006). Orr, que ao longo de sua vida viveu à sombra desse feito, publicara a história com base na amarga e verídica experiência da amiga Elisabeth Bergner (1897-1986), uma famosa atriz ucraniana que, no inicio dos anos 40 quase teve um importante papel numa peça, usurpado pela própria assistente, uma “pobre fã” que ela mesma compadecida empregou anos antes. The Wisdom of Eve veio de encontro com a ideia original de Mankiewicz, que a principio considerava trabalhar com a história de uma atriz de meia idade inconformada com o declínio de sua carreira. Notem que a ideia original do diretor, em muito se assemelha com o roteiro assinado por Billy Wilder (1906-2002) e Charles Brackett (1892-1969) para o filme Crepúsculo dos Deuses, [LEIA AQUI] lançado no mesmo ano. A pedido de Mankiewicz, a Fox pagou à Orr o irrisório valor de US$ 5000 pelo conto, que logo foi trabalhado e adequado para as telas. Concluídas as adaptações, estava definido, Best Performance seria o segundo filme dirigido por Mankiewicz em 1950 e Susan Hayward (1917-1975) novamente seria a protagonista, assim como foi em Sangue do Meu Sangue no ano anterior. Darryl F. Zanuck, por sua vez, satisfatoriamente aprovou o roteiro, entretanto, apontou algumas significativas mudanças na produção, entre elas o título do filme, que passou a ser All About Eve

"Muito bem querida agora você já tem o que colocar no lugar do coração"

Entre as demais mudanças apontadas por Zanuck, estava a substituição da musa de Mankiewicz. Segundo o produtor e presidente da Fox, Hayward era muito jovem para interpretar Margo Channing, ou seja, uma atriz “madura”. De fato, ele estava certo, uma vez que Eve, a vilã, a principio seria interpretada por Jeanne Crain (1925-2003), apenas oito anos mais nova. Para substituir Hayward cogitaram nomes que iam de Marlene Dietrich (1901-1992), Barbara Stanwyck (1907-1990) e Ingrid Bergman (1915-1982) às divas teatrais Tallulah Bankhead (1902-1968) e Gertrude Lawrence (1898-1952), entretanto, por fim a escolhida foi Claudette Colbert (1903-1996), que disponível, prontamente aceitou o convite. Todavia, faltando poucos dias para o inicio das filmagens, em abril de 1950, e com todo o elenco já definido, Jeanne Crain ao descobrir que estava grávida pede seu desligamento da produção, da mesma forma que Claudette Colbert após ferir gravemente as costas em um acidente. Diante dos imprevistos, Zanuck imediatamente escala, para viver Eve, a contratada do estúdio Anne Baxter (1923-1985). Baxter, após seis anos interpretando pequenos papéis, finalmente alcançou o estrelato em 1946 ao vencer o Oscar de melhor atriz coadjuvante por seu excelente desempenho em O Fio da Navalha. Como a ardilosa Eve Harrington, a atriz pode comprovar ainda mais seu talento através de uma interpretação que, sem dúvidas, se tornou o seu ápice. Para substituir Colbert e interpretar Margo, Zanuck convidou a premiada e renomada Bette Davis (1908-1989). Essa, após dezoito anos sob contrato com a Warner Bros, ao ler o roteiro de Mankiewicz se apaixonou pelo personagem e sem hesitar, disse sim. 

Margo e Birdie,  farpas e fidelidade

O Filme se inicia durante a cerimônia de entrega do prêmio teatral Sarah Siddons, cuja principal vencedora é Eve Harrington (Baxter). Entre os convidados encontram-se a estrela dos palcos Margo Channing (Davis) com seu noivo Bill Sampson (Merrill), o roteirista Lloyd Richards (Marlowe) com a esposa Karen Richards (Holm) e o cínico crítico Addison DeWitt (Sanders), que através de um minucioso flashback nos conta tudo sobre Eve; suas mentiras, suas intrigas e todas as artimanhas que lhe garantiram o sucesso. A partir desse fantástico flashback, a trama de A Malvada se resume em contar a maquiavélica história de Eve a partir do momento em que ela deixa de ser uma completa desconhecida, por intermédio de Karen que a leva até Margo, sua musa inspiradora e de quem ela finge ser fã unicamente com o intuito de usurpar seu lugar no trabalho e na vida pessoal. 


Karen Richards apresenta Eve a sua musa inspiradora

Lançado nos Estados Unidos no dia 13 de outubro de 1950, A Malvada foi um enorme sucesso de bilheteria e de crítica. Alavancou novamente a carreira de Bette Davis, que vinha de uma sucessão de filmes fracos na Warner e consolidou ainda mais o nome de Anne Baxter. Até 1997, quando James Cameron lançou seu aclamado Titanic, o filme de Mankiewicz permaneceu isolado no número de indicações ao Oscar, 14 no total. Desses, A Malvada levou 06 estatuetas, incluindo o de melhor filme, diretor e roteiro. Bette Davis, apesar de ter apresentado um dos melhores desempenhos de sua carreira, não levou o prêmio de melhor atriz. Um empate, assim como ocorreu em 1968 entre Barbara Streisand e Katharine Hepburn (1907-2003) era o que deveria ter ocorrido em 1950, uma vez que Gloria Swanson (1899-1983) também atuou magistralmente em Crepúsculo dos Deuses. Entretanto, ambas inacreditavelmente perderam para a novata Judy Holliday (1921-1965) que temos que convir, também apresentou um comovente trabalho no fraco Nascida Ontem. Além das indiscutíveis atuações de Davis e Baxter, também merecem destaques os desempenhos de Thelma Ritter (1902-1969) e Celeste Holm (1917-2012), indicadas ao Oscar como coadjuvantes, e George Sanders (1906-1972), vencedor como ator coadjuvante. Marilyn Monroe (1926-1962), que quase passa despercebida, faz uma pequena ponta como a srta Caswell. Além do exímio e premiado roteiro, repleto de farpas e acidez, também merece destaque em A Malvada a excelente trilha sonora do experiente Alfred Newman (1901-1970) e o figurino (vencedor do Oscar) assinado por Edith Head (1898-1981) que a propósito levou dois Oscar para casa em 1951, um por esse trabalho, de melhor figurino em preto e branco, e outro por Sansão e Dalila de melhor figurino colorido. Aclamado como um dos maiores clássicos de Hollywood, A Malvada é sem dúvidas um dos melhores filmes produzidos na década de 1950. Cult, para ver e rever e obrigatório em qualquer coleção.

✩✩✩✩✩



Bill  e Margo, relacionamento conflituoso
O Inicio da noite turbulenta
Com direito a recepções ríspidas
e muitos dry martines 
Diante do atraso de Margo, surge uma substituta
"Não vou me vender por um coquetel e um amendoim salgado"
O plano de Karen
O Noivado de Margo
O Elenco principal em foto publicitária
Bette Davis e George Merrill, amor dentro e fora das telas
Sanders e Baxter em foto publicitária
Bette Davis, inesquecível como Margo Channing
Cartaz original do filme
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