sábado, 29 de junho de 2013

"As Lendas Vivas" (Part. 1)

Eles brilharam nos tempos áureos de Hollywood e hoje, vivos, permanecem reluzindo.

Em 2011, ao anunciarem a morte da estrela Elizabeth Taylor, a mídia, com seus diferentes meios de comunicação, se referia a atriz como sendo “a última lenda viva dos tempos áureos de Hollywood”. Para nós, atentos cinéfilos, a mídia estava equivocava, afinal, dos tempos áureos de Hollywood, “ainda” restam grandes nomes desfrutando de uma boa e ativa vida. Conheça abaixo algumas das maiores lendas vivas do cinema;


Luise Rainer
(Dusseldorf – Alemanha, 12 de Janeiro de 1910)
(Faleceu no dia 30 de dezembro de 2014)

Apesar de hoje ser pouco lembrada, Rainer faz parte da história do cinema por diversos fatores; Primeiro por ter sido a primeira atriz alemã a vencer o Oscar e segundo por ter sido também a primeira atriz a receber dois Oscar de melhor atriz consecutivos. Sua estreia nas telas foi em 1932 no filme alemão “Sehnsucht 202”. Em 1936, já em Hollywood, Rainer recebeu o Oscar por “Ziegfield, O Criador das Estrelas” e no ano seguinte por “Terra dos Deuses”. Esse último prêmio inclusive, a atriz “tirou” das mãos da poderosa Greta Garbo, que naquele ano era a favorita por “A Dama das Camélias” de George Cukor. Em 2003, Luise Rainer esteve ao lado de outros campeões do Oscar em uma das homenagens mais emocionantes realizadas nas cerimônias da academia. Atualmente, com 103 anos, Rainer vive em Londres e sem dúvidas é a lenda viva mais idosa do cinema. Melhores Filmes: “Ziegfield, O Criador das Estrelas” (1936), “Terra dos Deuses” (1937), “A Grande Valsa” (1938).



Olivia De Havilland
 (Tóquio - Japão, 1 de Julho de 1916)

Estreou no cinema em 1935 na comédia “Esfarrapando Desculpas” de Ray Enright. Dos anos 30 até meados da década de 60, De Havilland trabalhou incessantemente. Venceu dois Oscar de melhor atriz por “Só Resta Uma Lágrima” (1947) e “Tarde Demais” (1949). Divorciada desde 1979, hoje vive tranquilamente na companhia dos empregados em Paris. Em 2003, ao participar de uma homenagem na 75º cerimônia do Oscar, De Havilland ocasionou sem dúvidas o momento mais emocionante da noite ao ser aplaudida de pé por diversos segundos ao som da trilha sonora de “E o Vento Levou”.  Apesar de estar ótima em diversos filmes, principalmente nas diversas aventuras ao lado de Errol Flynn, definitivamente seus melhores Filmes são: “E o Vento Levou” (1939), “Na Cova Das Serpentes” (1948) e “Tarde Demais” (1949).



Kirk Douglas
(New York - USA, 9 de Dezembro de 1916)

Estreou nos cinemas em 1947 no ótimo Noir “O Tempo Não Apaga” ao lado da estrela Barbara Stanwyck. Nos anos 50 participou de uma sucessão de sucessos como “A Montanha dos Sete Abutres”, “Chaga de Fogo”, “Assim Estava Escrito”, “Ulysses” e “20.000 Léguas Submarinas”. Nos anos 60 alcançaria sua quintessência no épico “Spartacus” de Stanley Kubrick. Desde sua estreia, Kirk Douglas vem trabalhando em praticamente todas as décadas, quer seja como ator, diretor, produtor, ou narrador. Seu último trabalho, até então, foi o filme “Acontece nas Melhores Famílias” de 2003. Em 2011 fez uma participação emocionante e engraçada na cerimônia do Oscar, entregando o prêmio de melhor atriz coadjuvante a Melissa Leo. Hoje, o pai de Michael Douglas, vive tranquilamente na Califórnia ao lado da segunda esposa, Anne Boydens. Melhores Filmes: “A Montanha dos Sete Abutres” (1951), “20.000 Léguas Submarinas” (1956) e “Spartacus” (1960).



Abaixo assista Olivia De Havilland apresentando no Oscar 2003 uma das homenagens mais emocionantes da história da acadêmia, na ocasião, grandes lendas vivas estavam presentes;




Zsa Zsa Gábor 
 (Budapeste- Império Austro-Húngaro, 6 de Fevereiro de 1917)
(Faleceu no dia 18 de dezembro de 2016)

Gábor começou a carreira como modelo, no entanto, após vencer um prêmio de miss em seu país de origem a mesma se mudou para os Estados Unidos no inicio dos anos 50 para estrelar uma série na televisão e em seguida seu primeiro filme em Hollywood, o musical de Mervyn LeRoy “O Amor Nasceu em Paris” (1951). De lá para cá, a atriz participou de centenas de filmes, alguns que se tornaram clássicos, como “Moulin Rouge” (1952) e “Lili” (1953) e outros menores e esquecíveis, como o de Horror “A Hora do Pesadelo – Os Guerreiros dos Sonhos” (1984). Em 2002 após sofrer um acidente automobilístico a atriz passou a enfrentar diversos problemas de saúde, entre eles, a amputação da perna direita no inicio de 2012. Atualmente, desde 1988, vive ao lado de seu sétimo esposo, Frédéric Prinz Von Anhalt na Califórnia. Melhores Filmes: “Moulin Rouge” (1952), “Lili” (1953) e “A Marca da Maldade” (1958).



Danielle Darrieux
(Bordeaux - França, 1 de Maio de 1917)

Famosa cantora francesa, Danielle Darrieux estreou nos cinemas no inicio dos anos 30 com o filme “Le Bal” (1931); Ao longo dessa década, a sucessão de sucessos, sempre interpretando personagens introspectivas, elegantes e inteligentes a tornaram uma das maiores atrizes francesas de todos os tempos. Sempre alternando, Danielle Darrieux se dividiu entre o cinema francês e Hollywood, no entanto, seus melhores filmes são os realizados na França. Atualmente vive sozinha em Paris desde 1991 quando se tornou viúva do roteirista George Mitsikidés, com quem era casada desde 1948. Melhores Filmes: “Cinco Dedos” (1951), “Madame De” (1953), “Alexandre o Grande” (1956).



Joan Fontaine
 (Tóquio – Japão, 22 de Outubro de 1917)
(Faleceu no dia 15 de dezembro de 2013)

Irmã mais nova de Olivia De Havilland, ambas, apesar da idade avançada e mesmo desfrutando de ótima saúde, segundo consta, não possuem um bom relacionamento há décadas. Fontaine, que hoje vive solitária e reclusa na Califórnia, estreou nos cinemas em 1935 no filme “Adeus Mulheres” de Edward H. Griffith. Em 1940 estrelou o primeiro filme de Alfred Hitchcock em Hollywood, “Rebecca – A Mulher Inesquecível”. No ano seguinte, levou o Oscar de melhor atriz por sua interpretação em “Suspeita” (1941), novamente sob a direção do mestre do suspense. Melhores Filmes: “Rebecca – A Mulher Inesquecível” (1940), “Suspeita” (1941) e “Carta de Uma Desconhecida” (1948).



Maureen O'Hara
(Dublin - Irlanda, 17 de Agosto de 1920)
(Faleceu no dia 24 de outubro de 2015)

A bela e ruiva, de origem irlandesa, Maureen O´Hara estreou nos cinemas em 1938 no filme inglês “Kicking The Moon Around”. No ano seguinte, ainda na Inglaterra, ao lado do astro Charles Laughton estrelou “A Estalagem Maldita” sob a direção de Alfred Hitchcock. Diante do talento e da beleza estonteante da atriz, Laughton a leva para Hollywood, onde juntos atuam no clássico “O Corcunda de Notre Dame” (1939). O sucesso de O´Hara nos Estados Unidos é imediato e seus filmes se tornaram sinônimo de sucesso. Sob a direção de John Ford, O´Hara estrelou filmes inesquecíveis como, “Como Era Verde Meu Vale” (1941), “Rio Bravo” (1950) e Depois do Vendaval” (1952). Sua vida pessoal foi marcada por três casamentos, o último esposo, Charles F. Blair Jr, faleceu em um acidente aéreo em 1978 e desde então a atriz passou a viver ao lado dos parentes em  Glengarriff  no condado de County Cork na Irlanda. Maureen O´Hara, desfrutando de uma boa saúde, constantemente participa de eventos e homenagens relacionados ao cinema. Recentemente, a atriz esteve nos Estados Unidos onde participou de um tributo a seu amigo e companheiro de diversos trabalhos, John Wayne. Melhores Filmes: “Como Era Verde Meu Vale” (1951), “O Cisne Negro” (1942) e “Depois do Vendaval” (1952).



Mickey Rooney
(Brooklin – USA, 23 de Setembro de 1920)
(Faleceu no dia 06 de Abril de 2014)

Mickey Rooney estreou nos cinemas em 1927 quando ainda era criança em uma comédia muda chamada “Orchids and Ermine”. Sua carreira como ator mirim foi certa e desde então o ator não ficou um ano sequer longe das telas. Seu ápice veio no final dos anos trinta, quando já adolescente, viveu Andy Hardy em mais de quinze comédias familiares na MGM. Rooney também brilhou ao lado de Judy Garland em ótimos musicas como “Sangue de Artista” (1939) e “Calouros na Broadway” (1941) e ao lado da pequena garota Elizabeth Taylor no sucesso “A Mocidade é Assim Mesmo” (1944). A partir da década de 50 sua popularidade diminuiu, no entanto os trabalhos não e Rooney atuava como coadjuvante em diversos sucessos. Em 1961 interpretou hilariamente Yunioshi,o vizinho estressado de Audrey Hepburn em “Bonequinha de Luxo”. Depois de sete casamentos, desde 1978 encontra-se casado com Jan Chamberlin e atualmente, ambos vivem na Califórnia, atuando e defendendo as causas dos veteranos e dos animais. Mickey Rooney, que continua atuando em diversos projetos, esta no Guiness Book como o ator com a carreira mais longa do cinema, ao todo são ininterruptas dez décadas. Melhores Filmes: “Sonho de Uma Noite de Verão” (1935), “Uma Questão de Família” (1937) e “Sangue de Artista” (1939).



Valentina Cortesa
(Milão - Itália, 01 de Janeiro de 1923)

Estreou no cinema em 1941 no filme italiano “Orizzonte Dipinto”; Em 1949 alcança o sucesso internacional ao estrelar na Inglaterra o melodrama “A Montanha de Vidro” e em Hollywood o Noir “Mercado de Ladrões”. Em 1951 durante as filmagens de “Terrível Suspeita”, conhece o ator Richard Basehart, com quem se casou. O casamento durou pouco menos de dez anos e Cortesa desde então, nunca mais voltou a se casar.  Em 1973, a atriz perdeu para Ingrid Bergman o Oscar de melhor atriz coadjuvante por seu desempenho no filme de François Truffaut “Uma Noite Americana”; Na ocasião, a própria Bergman pediu desculpas a Cortesa alegando que o prêmio na verdade deveria ser dela. Outro papel que lhe rendeu muita fama foi o de Herodisa, na mini série de Franco Zefirelli Jesus de Nazaré (1977). Atualmente a atriz encontra-se aposentada, desde 1993 quando se despediu das telas com o filme “Sonho Proibido” novamente sob a direção de Zefirelli. Melhores Filmes: “Terrível Suspeita” (1951), “Irmão do Sol, Irmã da Lua” (1972) e “Uma Noite Americana” (1973).


Doris Day
(Cincinnati – USA, 3 de Abril de 1924)

Apesar de ter estrelado no cinema no final da década de trinta, foi somente nos anos 50 que Doris Day alcançou seu ápice. Os Filmes que lhe lançou ao estrelato foram “Ardida como Pimenta” (1953), “Ama-me Ou Esqueça-me” (1955) e “O Homem Que Sabia Demais” (1956); Em todos eles a atriz, que também é cantora, interpretou diversas canções, incluindo as vencedoras do Oscar “Secret Love” e “Que Será, Será”.  No final da década de 50 e inicio da década de 60, uma série de comédias românticas ao lado de Rock Hudson lhe deram a fama de “eterna virgem”, uma vez que seus personagens era o estereótipo da loura ingênua. Após perder o único filho em 2004, Doris Day passou a viver reclusa na companhia de diversos animais de estimação na Califórnia. Recentemente, Doris Day lançou um novo álbum intitulado “Meu Coração”, o sucesso do cd na Inglaterra fez com que Day se tornasse a cantora mais idosa a marcar o UK Top 10. Dona de um Hotel, a atriz ainda é responsável pela Doris Day Pet Foundation. Melhores Filmes: “Ardida Como Pimenta” (1953), “O Homem Que Sabia Demais” (1956) e “Confidências à Meia Noite” (1959).



Eva Marie Saint
 (Newark – USA, 4 de Julho de 1924)

Atriz de televisão desde 1947, Eva Marie Saint só chegaria à tela grande em 1954 no premiado filme de Elia Kazan “Sindicato de Ladrões”; Filme que lhe rendeu o Oscar de atriz coadjuvante por sua ótima interpretação ao lado de Marlon Brando. Em 1959 é escolhida para viver a “loura fatal” de Hitchcock no ótimo “Intriga Internacional”. A partir da década de 70, com a diminuição dos bons papéis, Saint volta para a TV onde até o momento realiza diversos trabalhos, incluindo séries, filmes e dublagens. Seu último filme para o cinema foi Superman – O Retorno (2006). Casada desde 1951 com Jeffrey Hayden, Eva Marie Saint vive tranquilamente junto ao esposo nos Estados Unidos. Melhores Filmes: “Sindicato de Ladrões” (1954), “Cárceres Sem Grade” (1957), “Intriga Internacional” (1959).



Lauren Bacall
(Nova York – USA, 16 de Setembro de 1924)
(Faleceu no dia 12 de Agosto de 2014)

Atriz de teatro e modelo de revistas, Bacall foi levada para Hollywood por Howard Hawks para estrelar ao lado do astro Humphrey Bogart o Noir “Uma Aventura na Martinica” (1944). A química entre o casal Bogart/Bacall foi tão intensa que, ambos se casaram em 1945; Juntos estrelaram ótimos trailers noirs como; “A Beira do Abismo” (1946) e “Prisioneiro do Passado” (1947). O casamento durou até a morte de Bogart em 1957. Em 1996 Lauren Bacall é indicada ao Oscar por seu desempenho no sensível “O Espelho Tem Duas Faces” e em 2010 recebe um Oscar honorário pelo conjunto de sua obra. Até o presente momento o último trabalho da atriz foi o filme de drama “A Forger” (2012). Melhores Filmes: “Uma Aventura na Martinica” (1944), “Paixões em Fúria” (1948) e “Como Agarrar Um Milionário” (1953).



Angela Lansbury
(Londres - Inglaterra, 16 de Outubro de 1925)

Estreou nos cinemas em 1944 no filme “A Meia Luz” de George Cukor. Sua participação no filme lhe rendeu uma indicação ao Oscar de atriz coadjuvante e lhe abriu portas em diversos outros sucessos como; “A Mocidade é Assim Mesmo” (1944) e “O Retrato de Dorian Gray” (1945). Nas décadas seguintes, Lansbury continuou atuando em diversos filmes, tanto como protagonista, como coadjuvante. Atualmente, vem emprestando sua voz em várias dublagens para filmes de animações. Seu último trabalho até o presente momento foi no longa metragem “Os Pinguins do Papai” (2011). Desde 2003, quando ficou viúva, Angela Lansbury vive em Los Angeles, cercada pelos filhos e netos. Melhores Filmes: “O Retrato de Dorian Gray” (1945), “Os Três Mosqueteiros” (1948) e “Sob o Domínio do Mal” (1962).



Julie Harris
(Grosse Point - USA, 2 de Dezembro de 1925)
(Faleceu no dia 24 de agosto de 2013)

Atriz de teatro e TV, Julie Harris estreou nos cinemas em 1952 no filme de Fred Zinnemann “The Member of the Wedding”. Seus maiores sucessos, no entanto, viriam em 1954 com “Vidas Amargas” de Elia Kazan e em 1955 com “I´m Camera” de Henry Cornelius. Nos anos seguintes Harris se dedicou a uma sucessão de trabalhos menores em filmes televisivos, retornando para o cinema em 1962 no filme “Réquiem Para um Lutador” de Ralph Nelson e no clássico do terror “Desafio ao Além” (1963) de Robert Wise. Seu último filme até então foi “The Lightkeepers” (2009). Divorciada desde 1982, atualmente Julie Harris vive ao lado do filho e dos netos em Massachusetts.  Melhores Filmes: “Vidas Amargas” (1954), “Desafio ao Além” (1963) e “O Refúgio Secreto” (1975).



Jerry Lewis
 (Newark – USA, 16 de Março de 1926)

Ator desde os cinco anos de idade, o primeiro longa metragem de Jerry Lewis foi “O Amigo da Onça” (1949) ao lado do ator Dean Martin, com quem formaria uma das maiores duplas do cinema. Durante a primeira metade da década de 50 o sucesso de Lewis/Martin foi sem tamanho, no entanto, em 1956 após constantes desentendimentos a dupla de desfez.  Lewis continuou emplacando grandes sucessos com suas comédias burlescas até atingir seu ápice em “O Professor Aloprado” de 1962. Na década seguinte sua popularidade diminuiu e ele passou a se dedicar as séries de TV. Recentemente ganhou uma cinebiografia que foi exibida com êxito na televisão americana. Casado desde 1983 com SanDee Pitnick, hoje Lewis vive ao lado da esposa, filhos e netos na Califórnia. Melhores Filmes: “O Marujo Foi na Onda” (1952), “O Mensageiro Atrapalhado” (1960) e “O Professor Aloprado” (1962).



Jane Withers
 (Atlanta - USA, 12 de Abril de 1926)

Jane Withers, pelo menos no Brasil, é lembrada somente por sua participação como Vashti Snythe no clássico épico de George Stevens, “Assim Caminha a Humanidade” (1956); No entanto, nos Estados Unidos, Withers é muito conhecida tanto pelo público atual quanto pelo público antigo. Iniciou sua carreira como atriz mirim em pequenas pontas no inicio dos anos 30, como protagonista, sua estreia ocorreu em 1934 ao lado de outra pequena estrela, Shirley Temple, no filme “Olhos Encantadores”. Por toda a década de 30 e 40 Withers brilhou em diversos sucessos destinados ao público infanto-juvenil; Atuou ao lado dos “Dead End Kids” no filme B “No Limiar do Crime” (1940) e no drama de guerra “A Estrela do Norte” (1943). Nas décadas seguintes apareceu em poucos filmes e sua carreira se direcionou mais a televisão, em séries de sucesso como, “Bachelor Father”, “The Munsters”, “The Alfred Hitchcock Hour”, “ABC Weekend Specials”. Atualmente, além de dublar animações de sucessos como “O Corcunda de Notre Dame” (2002), Withers, que se encontra viúva desde 1968, continua participando de diversas séries e programas de televisão. Melhores Filmes: “Olhos Encantadores” (1934), “A Estrela do Norte” (1943) e “Assim Caminha a Humanidade” (1956).



Sidney Poitier 
 (Miami - USA, 20 de Fevereiro de 1927)

Iniciou a carreira como coadjuvante em pequenos filmes e documentários no final dos anos 40. Na década de 50 sua carreira se deslanchou, sendo seus primeiros sucessos; “O Ódio é Cego” (1950), “Sementes de Violência” (1955) e “Sangue Sobre a Terra (1957)”. Em 1963, graças a sua ótima interpretação em “Uma Voz nas Sombras”, Poitier entrou para a história do cinema como o primeiro ator negro a receber o Oscar principal. Em 2002, novamente o ator deixou sua marca na história de Hollywood ao ser o primeiro ator negro a receber o Oscar Honorário. Atualmente, Poitier, que se encontra casado com Joanna Skimkus desde 1976, participa de diversos projetos, entre eles, documentários, filmes e seriados para a televisão. Melhores Filmes: “Uma Voz nas Sombras” (1963), “Ao Mestre Com Carinho” (1966) e “Adivinhe Quem Vem Para o Jantar” (1967).



Gina Lollobrigida
(Subiaco - Itália  4 de Julho de 1927)

Tendo iniciado sua carreira no cinema italiano no final dos anos 40, ao chegar a Hollywood no inicio da década de 50, sua beleza monumental lhe garantiu o título de “A mulher mais Bela do Mundo”. Seu primeiro sucesso na capital do cinema foi no clássico de John Huston “O Diabo Riu Por Último” (1953); Nos anos seguintes, Lollobrigida se dividiu entre o cinema americano, italiano e francês e o seu sucesso era garantido em todos os filmes que estrelava. A partir da década de 70 sua popularidade foi diminuindo e seus trabalhos na televisão se tornaram constantes. Afastada das telas desde o final da década de 90, atualmente Gina se encontra casada com o espanhol Javier Rigau y Rafols, com quem vive desde 1984. Melhores Filmes: “Fanfan La Tulipe” (1952), “Pão, Amor e Fantasia” (1953) e “O Diabo Riu Por Último” (1953).



Shirley Temple
(Santa Mônica – USA,23 de Abril de 1928)
(Faleceu no dia 10 de fevereiro de 2014)

Considerada a atriz mirim mais famosa de todos os tempos, Shirley Temple começou sua carreira aos 4 anos de idade no curta metragem “Kid´s Last Stand” (1932). Durante a década de 30 reinou na Fox e seus filmes foram os campeões de bilheteria, tanto que, recebeu em 1935 um Oscar especial por seus consecutivos sucessos. Entretanto, ao atingir a adolescência e a fase adulta, a carreira de Temple entrou em declínio e seus últimos sucessos no cinema foram; “Desde que Partiste” (1944) e o faroeste de John Ford “Sangue de Heróis” (1948). Sempre envolvida no mundo político, Temple já foi delegada na ONU (1969-1970), embaixadora dos Estados Unidos em Ghana (1974-1976) e na Tchecoslováquia (1989-1992). Atualmente, viúva de Charles Alden Black desde 2005, Shirley Temple vive junto aos filhos e netos em Woodside – Califórnia. Melhores Filmes: “Olhos Encantadores” (1934), “A Mascote do Regimento” (1935), e “A Princesinha” (1939).



Terry Moore
(Glendale – USA, 7 de Janeiro de 1929)

Estreou nos cinemas em pequenas pontas no inicio dos anos 40 e por um longo período seu nome se quer era creditado. Seu primeiro sucesso foi em 1948 na aventura clássica “Monstro de um Mundo Perdido”. Consagrada como uma grande atriz coadjuvante, em 1952, Moore recebe uma indicação ao Oscar de melhor atriz nessa condição por sua interpretação no drama “A Cruz da Minha Vida” e em 1957 alcança seu ápice no sucesso “A Caldeira do Diabo”. Na década de 60, após sua popularidade no cinema diminuir, Terry Moore passa a se dedicar aos trabalhos televisivos; Em agosto de 1984, esbanjando sensualidade, aos 55 anos chama a atenção do mundo ao posar nua para a revista Playboy. Viúva de Jerry Rivers desde 2001, atualmente a atriz segue trabalhando em séries para a TV. Melhores Filmes: “Monstro de um Mundo Perdido” (1948), “A Cruz da Minha Vida” (1952), “A Caldeira do Diabo” (1957).



Vera Miles
 (Boise City – USA, 23 de Agosto de 1929)

Após se tornar a miss Kansas em 1948 e participar de alguns programas na televisão, Vera Miles estreia no cinema através de pequenas pontas em filmes que hoje se encontram esquecidos. Seus primeiros grandes sucessos na telona foram os clássicos “Tarzan e os Selvagens” (1955), e “Rastros de Ódio” (1956). Por toda a década de 50, Miles atuou muito na televisão, sempre em séries de sucesso, incluindo diversos episódios nas séries de Alfred Hitchcock. O relacionamento da atriz com o mestre do suspense foi tão bom que logo ele a colocou ao lado de Henry Fonda no drama “O Homem Errado” (1957). Em 1958, Hitch não esconde sua decepção quando a atriz se nega a estrelar “Um Corpo que Cai” em decorrência de sua gravidez; Todavia, dois anos depois, novamente Hitch a dirige em um dos melhores suspenses de todos os tempos; “Psicose” (1960). Vera Miles continuou na TV ao longo das décadas de 60, 70 e 80 e seu último filme para o cinema foi “Dupla Personalidade” em 1995. Atualmente encontra-se divorciada desde 1971, aposentada e reclusa na Califórnia, onde evita entrevistas e aparições públicas. Melhores Filmes: “Rastros de Ódio” (1956), “Psicose” (1960) e “O Homem Que Matou o Facínora” (1962). 



Continua...

34 comentários :

  1. Que bela lembrança! Não sabia que tinha tantos ainda vivos. Ainda resta a esperança de um dia vir a conhecê-los...

    Muito bom o post.

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  2. Gostei demais da sua matéria Jefferson. Estrelas que jamais se apagarão. Ótimo rever este quadro do Oscar de 2003 reunindo um grande e significativo elenco de astros e estrelas, saudades de aluns deles que já se foram. Aguardo a continuação.

    Abraço

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  3. Ótima lista, uma bela homenagem ao talento e a longevidade destes atores e atrizes.

    Em 2011 fiz uma postagem sobre atores veteranos que ainda estavam na ativa com mais de setenta anos.

    http://cinema-filmeseseriados.blogspot.com.br/2011/01/astros-veteranos.html

    Abraço

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  4. Nem consigo escolher de qual deles gosto mais! Danielle está ótima em Cinco Dedos, assim como Valentina em A noite americana. E o que dizer de Olivia, Luise, Kirk, Joan e Maureen?
    Achei interessante que alguns, como Jane Withers, conservaram seus traços marcantes da época do estrelato.
    Abraços!

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  5. Nossa Jefferson que estrago o tempo faz com as pessoas ......poucas conservam a legitimidade de seus traços.Terry Moore está completamente diferente e Doris Day,parece ter ficado mais jovem?Aplausos de pé para tua brilhante e preciosa pesquisa que tornou-se nesta espetacular e excelente postagem.Meu maior abraço.SU

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  6. Que belíssima homenagem Jefferson!
    Não tenho palavras pra expressar minha imensa alegria ao saber que grande parte dos meus ídolos estão vivos.
    Espero pela continuação! (Será que Liv Ullmann estará entre essas lendas?)
    Abraços!

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  7. Que belo post! Todas as lendas... velhinhas, mas vivinhas da silva. Não sabia que o Kirk e a Gina estavam vivos. Que bom né? Esses dias assisti Dogville, do Lars Von Trier, que tem uma participação da Lauren Bacall: linda como sempre, porém já bem senhora, elegante e com aquela voz rouca sedutora. Amei demais! Sobre o post abaixo: acabei de ler A Dama das Camélias, do Dumas Filho, mas não terminei de assistir o filme com a Garbo - na leitura, não dava para imaginar a Marguerite sem as feições da Greta, rsrsrs.
    Abraços <3

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  8. Muito legal!
    Sabe que tem alguns aí eu pensava que já tinham morrido?

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  9. Delícia de matéria, Jefferson
    Saber que muitos ainda resistem. Importei o CD "My Heart" que comprova que Doris foi uma das melhores cantoras de todos os tempos. Mas me recuso a comprar a biografia de Maureen O'Hara pelas coisas que ela escreveu sobre John Ford e outros. Ainda bem que a matéria vai continuar porque a pergunta inevitável seria Onde está Rhonda?
    Parabéns e abração do Darci

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  10. Que bela homenagem! Primeira vez que passo por aqui e seu blog tem um conteúdo muito interessante.

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  11. Cada um que se vai, deixa uma enorme lacuna para quem ama o cinema antigo. Fico muito triste, sei que nada será como antes, muita tecnologia e pouca sensibilidade. Eles realmente tiraram leite de pedra, que o diga Charles Chaplin, um mestre de como fazer cinema do nada!!!

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  12. Minha admiração e respeito para quem soube, de fato, fazer do cinema a Sétima Arte! Eles sim, merecem a calçada da fama.

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  13. Li primeiro a segunda parte. De Gina Lollobrigida me vem sempre a mente um filme chamado "Quando setembro vier". Assisti ao menos umas 5 vezes quando adolescente. De Doris Day gosto de "Um amor de professora" onde ela contracena com um Gable em seus últimos momentos em cena. Preciso confessar que tem alguns citados aqui que nem conheço. O que demonstra o esforço de pesquisa do Vendrame. Ótima postagem.

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  14. Maravilhosa matéria Jefferson, sou apaixonada pelos filmes antigos. Hoje, a tecnologia mudou o cinema, porém, não supera o que foi tão espetacular. Fico muito impressionada quando assisto aos filmes de Chaplin, ele sim, tirou leite de pedra!!!

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  15. Parabéns cara que ótimo poder saber que tem tanta relíquia viva.Experiência para dar e vender aos atores mais jovens !!!!!!!!

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  16. Parabéns cara que ótimo poder saber que tem tanta relíquia viva.Experiência para dar e vender aos atores mais jovens !!!!!!!!

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  17. Salve Luise Rainner, que com sua simplicidade passou a perna em todos. Ela não deu muito certo em Hollywood porque não queria seguir os padrões exigidos na época, tanto que dizia "Sou uma atriz, não uma estrela".

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  18. Fatima mota07/02/2014 21:43

    Amei...filmes inesqueciveis parabens.

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  19. Faltaram as belas Julie Andrews,Shirley MacLaine e Sophia Loren!

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    1. Não Faltaram, note que essa postagem esta intitulada de "parte 1". No Post 2 se encontram as atrizes citadas. Abraço!

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    2. Que maravilha, lembrar meus atores e atrizes. E a Jane Powell, Rondha Fleming,Rita Gam. Mara vilha

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  20. O título do post faz jus ao conteúdo e todos os nomes citados realmente são lendas vivas.

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  21. Jefferson, espetacular seu arquivo de Astros e Estrelas do cinema americano das décadas de 40 à 60. Nem tinha idéia da existência. Maravilho, principalmente para quem tem memória falha. Muito obrigado. Comecei ir ao cinema aos 6 (seis) anos com minha mãe, isso lá em l951. Parabéns.
    Talvez você lembre de um filme com atores americanos, passado em Paris, década 50, quando a atriz morre em um passeio de barco pelo rio, quando cai uma tempestade. Não lembro nome do filme e atores.l
    José Ricardo Fávero

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  22. José Ricardo Fávero06/08/2014 18:44

    Jefferson, boa noite, estou mandando meu E-mail, se você tiver alguma lenbrança desse filma em branco e preto, década 50, o casal faz passeio de barco pelo rio quando cai tempestade, e ela acaba morrendo. Não consigo lembrar atores e nome, só lembro que foi na Europa, com atores americanos. ricardofavfavero@ig.com.br - mais uma vez parabéns pelo seu maravilhoso trabalho.
    Abraços
    José Ricardo Fávero

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  23. Jefferson, Muito bom a lembrança destes astros todos. Breve estaremos comentando sobre grandes atuações do cinema no nosso podcast (filmesclassicos.podbean.com). Aparece lá! Abraços!

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  24. Só queria informar que o ator Sidney Poitier,não ganhou um Oscar Honorário. Ele ganhou um Oscar de Melhor Ator Principal,pelo filem Uma Voz Nas Sombras,
    Antes dele,apenas uma negra tinha ganho um Osar de Melhor Atriz Coadjuvante,Hattie Mac Daniels,a
    ex-escrava Mammie de Scarlet O'Hara em ...E O Vento Levou.
    Um abraço

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    1. Oi Rosemary! Obrigado por visitar e comentar no blog "O Cinema Antigo". Quanto ao seu comentário, sobre Sidney Poitier, as informações sobre o ator estão corretas no post. Em 1963 ele foi o primeiro ator negro a vencer o Oscar na categoria principal por "Uma Voz nas Sombras" e em 2002 novamente foi o primeiro ator negro a receber um Oscar Honorário. MacDaniel, em 1939, realmente já havia levado um prêmio, mas como você mesmo disse, de coadjuvante e não o principal, que naquele ano ficou com sua colega de trabalho, Vivien Leigh. Abraços!

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  25. Parabéns pela matéria excelente.

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  26. Fiquei emocionado de ver tanta estrela que marcaram minha juventude!...Sinto que devo respeito e agradecimentos pelo que significaram em meu desenvolvimento espiritual e emocional. Não tenho palavras para falar de tantas lembranças e de tantas emoções!...

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  27. È realmente desolador ver o quanto o tempo é implacável,nem sei si é bom viver
    tanto, noventa anos, noventa e tantos anos. Acho muito. Deixo minha jornada nas mãos de Deus, mas assusta sim.

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  28. Gostei da matéria, embora entristecida por constatar que contra o tempo não existe argumento.

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