sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

"Milagre na Rua 34" (1947)

(Miracle On 34th Street) De George Seaton, Com: Maureen O´Hara, John Payne, Edmund Gween, Natalie Wood, EUA - Aventura - P&B - Fox - 1947.

Doris Walker (O´Hara) é responsável pelo desfile de natal da loja de departamentos que trabalha. Tendo problemas com o seu alcoólatra papai Noel ela acaba por demiti-lo, contratando Kris Kingle (Gween) um simpático senhor idêntico ao bom velhinho que lhe caiu do céu justamente quando ela mais precisava. Encantando crianças e adultos Kris consegue trabalho definitivo na loja, mas logo encontra sérios problemas quando todos o julgam louco por ele alegar que é o verdadeiro papai Noel. Até mesmo Doris tenta afastá-lo de sua filha Susan (Interpretada por Natalie Wood ainda criança) por fazê-la acreditar em histórias de Papai Noel, que até então ela nunca acreditara. O Filme é uma  fábula infantil, agrada a crianças e adultos até os dias atuais. Foi um tremendo sucesso da Fox em 1947 e chegou a levar três Oscar; um para Gween como melhor ator coadjuvante no papel de Kris Kingle, melhor roteiro e melhor história original. O filme foi regravado em 1994 mas sem o brilho do original.

✩✩✩

Doris Walker encontra Kris o Papai Noel perfeito para seu desfile
A pequena Susan, aprendeu  muito cedo a não acreditar em Papai Noel
Até conhecer o verdadeiro
Fred , Susan e Kris 
Gwenn, Wood e O´Hara em cena de Milagre Na Rua 34
Fred  tem Susan como sua filha, e isso lhe aproxima mais de Doris
O sucesso alcançado com o carisma do verdadeiro Papai Noel é notável
Com opiniões contrárias, Fred e Doris enxergam Kris Kringle de maneiras diferentes
O pedido de Natal de Susan
John Payne e Mauren O´Hara em foto públicitária
Natalie Wood como Susan Walker, um de seus primeiros trabalhos para o cinema
O original Milagre na Rua 34, A mais de 60 anos continua a encantar
Cartaz original do filme

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

"Farrapo Humano" (1945)

(The Lost Weekend) De Billy Wilder, Com Ray Milland, Jane Wyman, Philip Terry, Howard Da Silva, Doris Dowling, EUA - Drama - P&B -Paramount - 1945.

O Roteirista e diretor Billy Wilder após escrever em parceria com Charles Brackett centenas de filmes em Hollywood, alcança seu ápice tanto como diretor, quanto como roteirista em seu sexto filme ao vencer o Oscar nas principais categorias de 1945, melhor filme, diretor, roteiro e ator (Milland). O Filme que foi produzido por Brackett (Que também auxiliou no roteiro) é Farrapo Humano, uma realista e fascinante história sobre um escritor alcoólatra que mesmo recebendo a ajuda do irmão e da namorada não consegue largar o vicio. A atuação de Ray Milland (Que mais tarde brilharia novamente em Disque M para Matar) foi realmente digna do prêmio, como Don Birnham ele nos mostra o submundo que se submete a viver um homem quando não possui mais controle sobre seus próprios desejos. Jane Wyman também tem um ótimo desempenho nesse filme que, além de ter vencido o Oscar em diversas categorias, entrou para a história da sétima arte por ter sido o primeiro a retratar de forma tão explicita e verdadeira o mundo dos alcoólatras nas telas do cinema.  


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Foto publicitária do filme
Don com a namorada e o irmão planejam o final de semana no campo
Mas ele prefere o bar
E alguns drinks
Don lamenta por não conseguir livrar-se de seu mal
E  se embriaga cada vez mais
Sozinho em casa desesperado com a abstinência...
 Se recupera ao encontrar uma solução
O melhor ator de 1945 - Ray Milland como Don Birnham
Jane Wyman é Helen St. James a rica e fiel namorada de Don
Cartaz original do filme

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

"Anjos de Cara Suja" (1938)

(Angels With Dirty Faces) De Michael Curtiz, Com James Cagney, Pat O´Brien, The Dead End Kids, Humphrey Bogart, Ann Sheridan, George Bancroft, EUA - Policial - P&B - Warner - 1938.

No inicio dos anos 30, o público via nascer em Hollywood um gênero de filmes que permaneceria em ápice até meados dos anos 50; a ação policial com temas envolvendo gangsteres. A sociedade daquela época já conhecia muito bem as histórias dos mafiosos surgidos nos anos 20 com o proibicionismo e acompanharam de perto tanto a ascensão quanto o declínio deles. A Warner Brothers foi à pioneira em lançar um filme onde o gangster era o personagem principal, inclusive, personificou alguns de seus principais astros que permaneceram por muitos anos ligados a figura de vilão, interpretando sempre os mesmos papéis, ou seja, mafiosos. Isso ocorreu com Edward G. Robinson, James Cagney, George Raft e o novato Humphrey Bogart. No início dos anos 30 a First National Picture lançava o que viria a se tornar o gênese dos filmes policiais: Alma No Lodo (1930) e Inimigo Público Número 1 (1931). Depois de diversos títulos lançados,  os estúdios estavam proibidos a partir de meados de 1934 pelo Production Code Administration (PCA) de produzir filmes onde os gangsteres eram os personagens principais. Além do PCA, já existia nessa época a Legião da Decência, órgão da igreja católica responsável por classificar os filmes lançados nos Estados Unidos e que sempre condenavam os filmes policiais com péssimas classificações. Censurados ou não, esses filmes sempre obtiveram enorme sucesso e grande bilheteria, caindo no gosto do grande público, principalmente do masculino.


Ei caras é o Rocky, Rocky Sullivan!!

Em 1938, adaptando o roteiro e algumas cenas ao código moral, a Warner Bros corria o risco, mas não desistia de levar as telas mais uma vez um novo filme de gangster completamente nos moldes dos antigos. Segundo a PCA, o gangster até poderia ser o personagem principal, no entanto, o mesmo não poderia utilizar metralhadoras, (armas que devido aos novos critérios só podiam aparecer em poder dos policiais) e sequer deveria ser personificado como herói, embora isso de fato acabou acontecendo no final da trama. Após diversos ajustes e aprovado pela censura, Anjos de Cara Suja é lançado trazendo de volta o gênero que desde 1934 estava ofuscado. A trama, conta a estória de Rocky Sullivan (Cagney), um bandido que desde a infância vive no submundo de Nova York com um único amigo, o também marginal Jerry Connolly (O´Brien). Após ser capturado pela policia, Rocky segue para um reformatório onde aprende todos os truques do mundo do crime e desde então não consegue viver um ano sequer longe das grades. Depois de adulto, e livre, Rocky volta ao bairro onde vivia e ali reencontra alguns de seus antigos conhecidos, entre eles o amigo Jerry, que passou a seguir o sacerdócio, e a bela Laury Fergunson (Sheridan). Após voltar a se envolver com mafiosos e influenciar os garotos da vizinhança (The Dead End kids), Rocky enfrenta o preconceito de Jerry, que abre uma denúncia frente à imprensa no intuito de derrubar definitivamente o império dos criminosos. O filme foi muito bem aceito, e como abordava a crítica social como tema central não teve grandes problemas junto à censura. Foi um dos maiores sucessos do estúdio naquele ano. A cena final, com a ótima atuação de Cagney e O´Brien, magistralmente dirigida por Michael Curtiz, se tornou célebre, assim como todo o filme, que sem dúvidas, é um dos maiores clássicos dentre os filmes policiais. Imperdível. 

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Rocky Sullivan e os "Anjos de Cara Suja"
Sullivan reencontra o antigo amigo, que agora exerce o sacerdócio 
Observando junto ao padre Connolly as atividades da paróquia
Sullivan é idolatrado pelos marginais do bairro
Exigindo sua parte dos antigos acordos
Rocky auxilia de maneira rude o padre Connolly nas atividades da igreja
O Inicio do célebre final
Sullivan decide atender o último pedido do amigo Jerry
Cagney, o maior interprete do Gângster do cinema
 Sheridan, estréia nas telas 
Cartaz original do filme
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