quarta-feira, 8 de junho de 2011

"Ben-Hur" (1959)

(Ben-Hur )De William Wyler, Com Charlton Heston, Jack Hawkins, Stephen Boyd, Haya Hararett, EUA - Épico Religioso - Cor - MGM - 1959.

Terceira e sem dúvidas a melhor e mais arrebatadora versão para o cinema da obra Ben-Hur - A Tale of The Christ de Lew Wallace (1827-1905). A trama, praticamente a mesma filmada em 1925 por Fred Niblo (1874-1948), segue rigorosamente o romance original; Roma início da era cristã, o hebreu Judah Ben Hur (Heston) desentende-se com seu melhor amigo de outrora, o romano Messala (Boyd) que passa a ser seu inimigo e o transforma em escravo. Ben Hur, por um golpe do destino deixa de ser escravo logo após salvar a vida do  influente  Quintus Arrius (Hawkins), que o adota e o torna um célebre atleta. No entanto, mesmo aclamado por todos, Ben-Hur não descansa enquanto não encontra sua mãe e sua irmã, dadas como mortas. Nessa incessante busca, Hur tem a oportunidade de cruzar no caminho de um jovem da galiléia que dizia ser o filho de Deus e que muda completamente sua vida. Em 1959 William Wyler (1902-1981) já era um renomado diretor, ganhador do Oscar, ele era responsável por dirigir grandes obras primas como Jezebel (1938), Rosa de Esperança (1942) e Os Melhores Anos de Nossas Vidas (1946). Aqui ele superou a si próprio e realizou um dos maiores filmes da história, em todos os sentidos; performances, roteiro, fotografia, trilha sonora...Ben-Hur desde seu lançamento foi um verdadeiro colosso, sucesso de público, sucesso de crítica e muito sucesso na acadêmia de artes e ciências cinematográficas, que lhe concedeu 11 Oscar, incluindo o de melhor filme, melhor diretor e melhor ator para Heston num papel que havia sido dispensado por astros como Marlon Brando e Burt Lancaster. Um verdadeiro recorde até então. Nunca um filme havia levado tantos prêmios de uma só vez, e esse recorde permaneceu por quase quarenta anos até a cerimônia de 1998 quando Titanic, filme de James Cameron, empatou com o cult no número de estatuetas. Visto hoje, o filme não perdeu em nada a sua essência, continua tendo a mesma grandeza e plenitude de quando fora lançado. Os recursos da tecnologia atual ajudaram a deixá-lo ainda mais deslumbrante, com som em 5.1 e com suas vibrantes cores remasterizadas. Sem dúvidas, trata-se de uma obra prima, indispensável em qualquer coleção, um verdadeiro clássico do cinema que se imortalizou e jamais terá idade.

✩✩✩✩✩



Messala e Judah Ben-hur, de amigos...
Á inimigos 
Ben-Hur, de escravo...
Á herói 
Ben-hur recebe treinamentos
Até se tornar um célebre atleta nas arenas de Roma 
Enfrentando o amigo de outrora
Ben-hur triunfa
Porém só descansa após se encontrar com Cristo
Stephen Boyd é Messala 
Jack Hawkins é Quintus Arrius 
Haya Hararett é Esther 
Charlton Heston é Ben-Hur
Cartaz original do filme

11 comentários :

  1. Belo post.
    George Lucas se inspirou na corrida de bigas para fazer a de pods em Star Wars Eps. I

    Ben-Hur é tão épico. Mostra que não existem limites para a sétima arte.

    Wyler sabia agradar expectativas e sabia dirigir qualquer projeto.

    Abraço.

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  2. Bem Vindo Antonio,
    Valeu pelo comentário Rodrigo....

    Abração a todos

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  3. Jefferson;

    Acabo de dar uma repassada no seu blog e, vez em quando, farei um comentário ou outro de matérias passadas.
    Neste instante vou falar um pouco sobre Ben Hur;

    "Muito ao contrário de tudo o que falam de Cidadão Kane, cujo titulo os criticos o qualificam o melhor filme já feito, estou aqui para por meu vigoroso protesto a esta asneira.

    Que me desculpem as palavras, caros e dignissimos cientistas do cinema, mas isto é o absurdo dos absurdos e que não conta com meu apoio ou posição.

    Filme como Ben Hur jamais o cinema voltará a fazer. Falo do Hur de Heston, de Wyler, de 1959, o filme que ganhou 11 Oscars dos 12 inscritos.

    Este é o maior espetáculo que o cinema já fez, com cenas belissimas, com locações selecionadamente apropriadas, com interpretações fantasticas, com direção de primeira, com produção impecável, com musica memorável, com vestuário sem máculas, enfim, um filme com todas as qualidades para eu poder dizer que, este sim, é o melhor filme que o cinema já fez.

    Adaptado por" Karl Tunberg" (Gore Vidal?), de um romance do General Lew Wallace, que foi um homem que viveu nos idos do pistoleiro Bill The Kid, e que o conheceu, pois era governador da cidade do Novo Mexico, na época em que o bando deste ali agia.
    Lew e este lhe prometeu anistia, que não cumpriu, mas não dá para esplanar aqui os motivos por força do espaço.

    Ben Hur, nesta sua terceira versão (1907/1925/1959), nos oferece a grandiosidade de um conto que melhor sofreu uma adaptação para o cinema do romance do General Lew, já que as versões anteriores eram completamente diferentes.

    A Metro investiu 15 milhoes de dólares nesta produção, apostando todas suas fichas na suposta mina, que por certo iria cobrir e superar, em muito, tal fortuna aplicada, já que em 59 este valor daria para fazer muitos Da Terra Nascem Os Homens.

    Foi portanto um filme caro, mas que valeu a pena, já que conquistou quase tudo a que concorreu, excectuando-se ao roteiro. Embora, no meu ver, o ator coadjuvante ganho por Hugh Griffith, não deixou de ser justo, mas que tinham que conseguir uma invenção para Stephen Boyd, o Messala, que dá aulas de como deve se comportar um vilão.

    Para completar, que se tenha sonhecimento na época, foi o filme mais caro já produzido, fita que tirou a Metro de difíceis situações financeiras e que se tornou, por décadas seguidas, o filme de maior premiações já alcançadas pela Academia de Hollywood.

    Sem querer ser imparcial, embora julgue o papel de Judah Ben Hur, interpretado por Heston, um excelente papel e que deste arrancou uma boa interpretação, fico com minhas dúvidas se este mereceu, de fato, ganhar seu primeiro Oscar.

    Acredito que o levou pelo conjunto da obra e que Messala foi a grande vitima de tantas premiações, pois nem sequer foi mencionado para concorrer ao premio, tendo ganho o bom Hugh Griffith como ator coadjuvante, fato que não contesto. Porém, o desempenho de Boyd em Ben Hur foi marcante, decisivo e fundamental para que o filme tivesse a força dramática que teve.

    E este foi, totalmente, posto de lado na concorrencia pela premiação. Mais uma das grandes injustiças da Academia que, até hoje segue cometendo irregularidades semelhantes, ou até pior.
    jurandir_lima@bol.com.br

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  4. Amigo Jefferson;

    Mais uma vez venho me desulpar com o amigo por ter feito meu comentário sobre Ben Hur sem ter lido sua postagem.

    Digo o que ponho, pelo fato de muitas coisas das quais pus no meu comentário serem semelhantes às que existe no post, mas que eu escrevi sem o ter lido e apenas por ver o titulo da postagem Ben Hur.

    Depois de aprovado meu comentário, voltei à postagem, a li e observei muitas coincidências com o que escrevi, fato pelo qual volto a pedir desculpas ao bom companheiro, ao tempo em que o parabenizo por esta postagem muito bem arregimentada.
    jurandir_lima@bol.com.br

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  5. Jurandir é muito bom receber seus comentários em minhas postagens, sendo elas antigas ou atuais. Você já percebi é um grande conhecedor do cinema, e temos muito, mas muuuuito mesmo em comum, nossas opiniões referente ao cinema são bem parecidas. Agradeço suas visitas imensamente, esteja livre para comentar sempre.

    Grande abraço.

    PS: Concordo com vc, Aonde que Cidadão Kane é o melhor dos melhores? é bom mas nunca pode ser considerado o melhor do mundo......

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  6. gostei do blog,muito informativo,as fotos são escelente josé simões filho{Guaçui.ES}

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  7. Uma pena vce nao ir mais a fundo nas suas pequisas... Tanto material aí... Existe um estória muito interessante de como Stephen Boyd foi "dirigido" (o que Heston nao sabia) para indicar que Messala e Juddah Ben-Hur tinho sido amantes... se voce prestar bastante atnecao aos olhares que Messala joga Ben-Hur na cena do "vinho" (o que era um costume dos anos 50 relacionado a noivos e casamento... me refiro à forma de beber de sua taca enroscando o braco um no outro...). Veja os comentários de Gore Vidal sobre o roteiro de Ben-Hur no documentário "The celuloid closer" - Muito interessante! De qualquer forma. Um bom Blog!

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  8. Gostaria de participar deste blog, me apresentando como "fanático por Ben-Hur e pelo cinema épico", dizendo inicialmente que gostei do trabalho do jefferson ao qual parabenizo pelo bom gosto de seus cometários e apreciações e entendendo também sua falta de tempo para poder discorrer sôbre certos detalhes e nuances dos filmes comentados, pelos motivos que o próprio mencionou acima. Gostaria de dizer ao amigo das tertulias, que concordo plenamente com ele sôbre a importancia de Stephen Boyd na trama do longa, mas discordo em relação ao não merecimento de Heston como ganhador do Oscar. Muito pelo contrário...seria a maior injustiça da história do troféu se ele não tivesse ganho, uma vez que considero seu desempenho uma dos mais sinceros, emocionantes e viscerais da história do cinema. Lembro ao amigo em questão que Boyd não passou batido pela sua excepcional protagonização de Messala, uma vez que ganhou o honroso prêmio Globo de Ouro como melhor coadjuvante pela atuação em Ben-Hur. Um abraço, obrigado e até a próxima.

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  9. Ao Amigo Anônimo, obrigado por seu comentário, apareça mais vezes em outras posts! Abraço!

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  10. Olá caro Jefferson!
    É com toda a certeza que Ben-Hur pode ser considerado um dos maiores clássicos do cinema.
    Toda a opulência das filmagens e dos cenários, e a atuação dos atores só fazem deste filme um marco na categoria de cinema-espetáculo.

    Abraços cinéfilo!

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